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Contatos imediatos cerebrais de terceiro grau - Medplan

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Imprensa / Atualizações médicas
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Contatos imediatos cerebrais de terceiro grau

Em colaboração com um grupo de jovens neurocientistas da Duke University, as jovens Thumper e Pocie aprenderam uma forma inédita até então de gerar movimentos voluntários para atuar no mundo que as cerca.


Nas últimas semanas, quase na surdina, duas das nossas mais queridas colaboradoras, as duas jovens sul-americanas Thumper e Pocie, cruzaram todos os limites do razoável.

Sem pedir permissão pra ninguém, essas duas intrépidas senhoritas desafiaram as boas normas do comportamento acadêmico, como manda a cartilha dos bons cientistas, e para a surpresa geral, ganharam a parada contra o impossível.

Na boa.

Não que esse comportamento tenha surpreendido aqueles que se acostumaram a trabalhar com essas duas "saidinhas".

Desde o início de suas carreiras no nosso laboratório da Duke University, há quase seis anos, Thumper e Pocie têm sido responsáveis por inúmeras proezas científicas. Dentre seus muitos feitos passados, por exemplo, destacam-se muitos dos principais recordes de longevidade e estabilidade de registro eletrofisiológico cortical.

Todavia, nada do que essas duas haviam realizado até agora se compara a um recente feito que certamente vai lhes transformar em celebridades da ciência mundial.

Thumper e Pocie estão prestes a fazer muito queixo cair mundo afora.

Por quê?

Simplesmente, porque ambas demonstraram a possibilidade real, pela primeira vez na história, de estabelecermos contatos imediatos cerebrais de terceiro grau.

Confuso? Eu explico.

Normalmente, nossos cérebros de primatas selecionam comportamentos motores de duas possíveis maneiras.

Na primeira, comportamentos motores são iniciados espontaneamente, de forma voluntária, como resultado de um processo introspectivo que é responsável pela decisão de qual movimento vai ser executado. Em outras palavras, independentemente do que se passa no ambiente que nos circunda, movimentos podem ser selecionados e iniciados pelo cérebro sem a necessidade de qualquer informação externa.

Eu gosto de chamar essa capacidade de geração voluntária e espontânea de movimentos de "contato imediato cerebral de primeiro grau". Aqui, a informação necessária para gerar qualquer movimento que nos permite interagir com o mundo exterior se origina dentro do próprio cérebro, através de um processo ainda pouco conhecido do ponto de vista neurofisiológico.

A segunda forma tradicional de gerar movimentos depende do que acontece ao redor de nós. Nesse modo de operação do sistema motor, estímulos vindos do ambiente são adquiridos e processados pelos diversos sistemas sensoriais (tato, visão, audição, gustação e olfato). A análise da informação contida em cada um desses estímulos determina então a escolha da ação motora a ser executada para agir no ambiente. Por exemplo, quando confrontados com um farol vermelho, a tendência da maioria dos motoristas (infelizmente não todos) é parar o carro (de preferência antes da faixa de pedestre). Se a cor do farol for verde, todos nós atravessamos o cruzamento sem culpa. No caso do amarelo, novamente, a maioria de nós seleciona o comportamento motor aprendido desde criancinha.

A gente acelera com tudo, para tentar passar o farol!

Da mesma forma, uma instrução verbal gerada por outra pessoa pode ser usada para selecionar nossa ação motora. Quando alguém nos pede para executar um movimento, nós, primatas, somos capazes de entender o comando verbal e selecionar o comportamento motor apropriado. Isto é, se a gente não for adolescente, respondendo um apelo motor paterno (sai da cama, menino, vai perder a hora da escola!).

Eu gosto de categorizar esses dois últimos exemplos como "contatos imediatos cerebrais de segundo grau". Para agir no mundo exterior, o cérebro requer alguma informação desse mundo.

Em colaboração com um grupo de jovens neurocientistas da Duke, Thumper e Pocie aprenderam uma forma inédita até então de gerar movimentos voluntários para atuar no mundo que as cerca: elas aprenderam a estabelecer "contatos imediatos cerebrais de terceiro grau".

Nesse caso, a informação necessária para que ambas pudessem decidir qual movimento da mão executar para encontrar guloseimas, escondidas atrás de um de dois compartimentos fechados, não resultou nem da introspecção silenciosa, nem de um estímulo sensorial externo.

Surpreedentemente, Thumper e Pocie aprenderam a selecionar seus movimentos usando apenas uma mensagem digital, gerada por um computador, que foi prontamente entregue, através de um minúsculo implante cortical, diretamente numa região superficial do cérebro de cada uma delas, o chamado córtex somestésico! Aquela parte que identifica estímulos aplicados à superfície do nosso corpo.

O estabelecimento desse "contato imediato cerebral do terceiro grau" foi obtido graças a um método criado há muitos anos. Através dessa técnica, conhecida como microestimulação cerebral, complexos padrões de minúsculas correntes elétricas podem ser aplicados diretamente ao cérebro, através de microfilamentos cronicamente implantados, sem causar nenhum dano ao tecido nervoso. Na realidade, hoje em dia, muitas terapias, como a usada para tratar pacientes portadores da doença de Parkinson, usam esse método de estimulação elétrica artificial do cérebro para reverter alguns sintomas da doença.

Vale ressaltar que tal estimulação é totalmente inócua e indolor.

Até recentemente, porém, ninguém havia tentado se comunicar com um cérebro usando essa técnica e, no processo, entregar uma mensagem clara e cristalina como: mova sua mão para a esquerda ou mova sua mão pra direita.

Thumper e Pocie aprenderam a decodificar mensagens aplicadas diretamente aos seus cérebros e usá-la para achar o local onde a recompensa gastronômica estava escondida. Além disso, usando um segundo implante, localizado no córtex motor de cada uma delas, Nathan Ftizsimmons, meu aluno de pós-graduação, conseguiu ler com grande precisão, e em tempo real, qual movimento cada uma dessas duas heroínas da neurociência pretendia executar, antes mesmo que elas tivessem a chance de fazê-lo. Tal achado comprovou definitivamente que a mensagem digital tinha sido recebida, decodificada e usada pelos seus dois cérebros com perfeição, a ponto de gerar um comportamento motor preciso.

Um legítimo exemplo de "contato imediato cerebral de terceiro grau".

Nesse momento, porém, o leitor mais atento há de estar se perguntando: "não teria sido muito mais fácil pedir educadamente às duas para mexerem as mãos em vez de ter todo esse trabalho do cão?"

Frente a tal indagação, justa e razoável, só me resta replicar: teria. Mas o caro leitor já tentou pedir para duas macaquinhas adolescentes da espécie Aotus Trivirgatus (macaco-da-noite ou macaco-coruja) fazerem alguma coisa?

Acreditem-me, não é fácil.

Na realidade, como dignas adolescentes, essas macaquinhas não dão a menor bola para o que símios quarentões falam pra elas. Nesse momento, essas duas "teenagers" só estão interessadas em quebrar mais tabus e estabelecer o primeiro "contato imediato cerebral de quarto grau"!

Por Miguel Nicolelis
Fonte: Site G1
Edição: A.C.L
02.02.2007


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