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Teresinha Sales Santos explica como chegar aos 80 anos dançando. - Medplan

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Imprensa / Retrato 3x4 de uma pessoa 100x100
27 de Setembro de 2010 - Entrevista

Teresinha Sales Santos explica como chegar aos 80 anos dançando.

Médica ginecologista e obestetra, Dra. Teresinha foi a primeira ultrassonografista do Ceará e vai se apresentar pela segunda vez no Teatro 4 de Setembro, onde dançará tango. Nesta entrevista, ela conta um pouco sua história de vida.


Como você se imagina aos 80 anos? Se a resposta for: dançando, vai se identificar com esta mulher. Teresinha de Jesus Rodrigues Sales Santos tem 82 anos e está se preparando para se apresentar no palco do Teatro 4 de Setembro, onde integrará o espetáculo “Sonhos”, promovido pela Academia de Dança Passos a Dois. Foi nesta escola onde ela conheceu o estilo de dança que a encantou e irá expor ao público: o tango. Médica ginecologista, obstetra e professora aposentada da faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde lecionou por 25 anos, foi a primeira profissional da área médica e executar uma ultrassonografia naquele estado. Mãe de quatro filhos, Dona Teresinha esbanja simpatia e tem muitas histórias pra contar vividas ao longo de 82 anos que não aparenta ter.

Como surgiu o interesse em dançar tango?

- Eu quis fazer uma surpresa aos meus convidados na minha festa de aniversário de 80 anos. Sempre achei o tango um ritmo envolvente e sensual, mas nunca tive tempo de fazer. Esta foi a melhor oportunidade para começar. Depois resolvi continuar. Dançando você interage com jovens, faz um certo exercício, tem prazer naquilo. A dança parece ser uma aspiração de todo mundo, eu suponho, porque é uma atividade que pertence a todos os tempo e todos os povos. Dança religiosa, dança de renascimento, primavera. Tudo tinha dança, que é um corpo externando emoções através de movimentos. Acredito que dentro da gente sempre tem algo de dança que um dia aparece, porque está lá.

Como é a sua rotina com a dança?

- Danço duas vezes por semana, e quando se aproxima o espetáculo, que é anual, temos os ensaios que são independentes das aulas. Primeiro é uma coisa que me dá prazer, segundo é um mundo novo pra mim. Passei 35 anos exercendo e ensinando medicina e ver aquela loucura atrás das cortinas antes do espetáculo começar é uma tensão, uma emoção e isso acrescenta mais prazer ainda à dança. E lá na academia isso me traz uma coisa muito agradável que é o carinho dos outros alunos e professores, que são muito cuidadosos, me admiram e levam meu exemplo pra casa deles. No VT da Escola, eu apareço como um dos motivos para que as pessoas se interessem pela dança.

Quais são suas outras atividades?

- Faço exercício físico e dança. Mas não gosto de fazer exercício, ficar mexendo membros em quantidades pré-determinadas. É uma coisa mecânica. Já a dança, não. É uma realização porque é uma vitória quando você faz aquilo, algo que não é a minha profissão. Eu era médica e passei 30 e tantos anos correndo em hospital e de repente me ver numa coisa totalmente nova, que me dá prazer e ainda me exercita, então eu acho uma beleza. Também faço parte de dois grupos filantrópicos, onde sempre tem alguma coisa pra conversar, discutir. Também tomo de conta da casa. Sou eu que resolvo tudo.

Mas antes de conhecer a dança a senhora foi médica durante muitos anos e implantou tecnologia de ultrasson quando ninguém fazia isso. Como a senhora realizou esse feito?

- Depois que me formei em Fortaleza, fui pra São Paulo fazer especialização durante três anos no Hospital das Clínicas, que naquela época era referência como melhor hospital da América do Sul. A ultrasson é uma espécie de radar que emite ondas e os primeiros aparelhos só emitiam dois tipos: o branco e o preto. A gente media a cabeça do bebê com régua e era uma coisa bem complicada e demorada. Fiz ainda estágio no Rio de Janeiro, segui pra Campinas e passei dois meses na Espanha e em Detroit, no EUA. A maior parte do tempo de estágio foi no exterior, onde haviam os procedimentos mais avançados na área. Depois voltei para a maternidade-escola de Fortaleza, onde lecionava prática, teoria e realizava ultrasson.

Na carreira de médica e de professora, o que mais lhe realizava?

- O que mais me realizava era mesmo o ensino. Eu sempre gostei de transmitir conhecimento e achava eu que tinha didática, o que me ajudava muito a fazer isso. Nem sempre ter conhecimento quer dizer que se sabe repassá-lo. Então eu gostava muito de ensinar e tinha muitas compensações por isso. O único problema é que o pessoal achava que eu era muito rigorosa nas provas.

Como é reencontrar seus alunos atuando na área médica?

- Ah, tenho o maior prazer do mundo. Fui professora do José Cerqueira (diretor-presidente do grupo Med Imagem), do Dib Tajra (diretor do Hospital Santa Maria), o Mão Santa, que hoje é senador, também foi meu aluno. Antigamente, quando a Faculdade de Medicina do Piauí ainda não havia sido criada, muita gente daqui ia estudar no Ceará porque era mais conveniente. Pra mim também foi assim. Quando terminei o científico (atual ensino médio) não tinha mais onde estudar em Teresina.

A senhora parece ter sido uma pessoa privilegiada, conseguindo uma formação com tantas adversidades.

- Fui determinada. A chave de tudo é determinação. Primeiro, naquela época mulher não pensava em estudar nada que não fosse pra ser professora. Não tinha outra carreira, então ou era ser professora ou balconista, algo assim. A questão maior não é nem como consegui fazer isso, mas como meus pais permitiram que eu saísse de Parnaíba, aos 14 anos, pra estudar em Teresina, no colégio Liceu Piauiense, viajando durante várias horas numa Maria-fumaça. A minha intenção sempre foi a de sair pra estudar e estudar Medicina, nunca foi outra. Minha mãe era doméstica, pouco instruída e meu pai, comerciante. Mas eles entenderam e me apoiaram. Em cada etapa da carreira me virava de uma forma diferente.

Qual o segredo para chegar aos 82 com tanta saúde e lucidez?

- É genética e é dom de Deus, porque eu não faço nada. Só trabalhei muito durante minha vida e não consegui nada com facilidade. Agora uma parte muito importante que nunca abri mão é da leitura. Gosto de ler tudo, mas hoje em dia leio só romances “água-com-açúcar”, neles tudo termina bem, todo mundo feliz. Essas coisas mais pesadas, já não dá mais pra ler. O coração pode não resistir. Fiquei mais seletiva. Também fiz muitos estudos, falo francês. Tenho uma alimentação regrada, não como carne. Mas eu acho que tudo é uma questão de determinação, assim como foi com a dança. No meu aniversário de 70 anos tive um problema na coluna e não deu pra começar. Quando fiz 80 consegui, então é assim, me meto a fazer as coisas. Pode até não dar certo, mas eu vou lá.

Agora com toda essa vivência e prestes a fazer seu segundo espetáculo de dança, mais algum sonho?

- Eu não tenho muito o que pedir, pois fui realmente muito agraciada. Mas se eu puder viver mais tempo vai ser ótimo.

Amanda Neco
27/09/2010


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