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Francisco Pellé: um ‘agitador cultural’ pelo amor ao teatro. - Medplan

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Imprensa / Retrato 3x4 de uma pessoa 100x100
05 de Setembro de 2011 - Entrevista

Francisco Pellé: um ‘agitador cultural’ pelo amor ao teatro.

Nesta conversa, o ator Francisco Pellé nos fala sobre o início da carreira, as dificuldades, o cenário cultural piauiense e seus grandes projetos, como a peça Raimunda Pinto, Sim Senhor e o Festival Lusófono.


Já na adolescência, ele descobriu sua vocação: atuar. Depois de ser convidado para a primeira peça, aos 16 anos, no grupo teatral da antiga Escola Técnica Federal do Piauí, Francisco Pellé se encontrou nos palcos e percebeu que era onde queria estar sempre. Hoje, aos 47 anos, é um dos grandes “agitadores culturais” do Piauí, premiado e reconhecido por seu talento. Nesta conversa, Pellé nos fala sobre o início da carreira, as dificuldades, o cenário cultural piauiense e seus grandes projetos, como a peça Raimunda Pinto, Sim Senhor e o Festival Lusófono.

Quando você percebeu que queria ser ator?


Na realidade tudo aconteceu por acaso. O teatro entrou na minha vida por acaso. Eu estudava ainda na antiga Escola Técnica Federal no início dos anos 80 e lá eu conheci o professor José Gomes Campos. Eu participava de uma atividade extra classe que era o clube de redação. Um dia, depois de uma prova, encontrei o professor Gomes Campos na porta do auditório. Ele cuidava do teatro da escola, que se chamava Formação Teatral da Escola Técnica Federal do Piauí e estava montando um espetáculo, uma adaptação de um livro chamado Fogo Morto, um romance de José Lins do Rego. Como estavam precisando de um ator negro pra fazer um escravo, ele me perguntou se eu não queria participar. Até pela minha idade, 16 anos, eu nunca tinha feito nada parecido, não sabia nem o que era teatro, nunca nem tinha visto uma peça de teatro. Mas quando eu entrei naquele auditório foi como se minha vida tivesse dado um giro. Tem um autor que diz que o teatro é como a peste, depois que está contaminado, não há cura. E essa peste me pegou, essa peste do lado positivo, do lado bom, do lado legal. Eu ingressei no teatro da escola, fiquei lá por 3 anos. Em 1984 teve um espetáculo chamado O Auto do Lampião no Além, que foi quando pisei pela primeira vez no palco do Teatro 4 de Setembro. Desde então, outros grupos de teatro fizeram parte do meu trabalho. De lá, saí pra participar de vários grupos até 1985, quando fundei a nossa própria companhia, em parceria com o Arimatan Martins (diretor) e o Airton Martins. De lá, começa uma nova história no teatro piauiense.

Você considera que o Auto do Lampião no Além como o ponto de partida de sua carreira?


Eu considero O Auto do Lampião no Além como o ponto principal do início da minha carreira, sim. O sonho de todo ator, seja ele de escola, de teatro amador, é fazer um espetáculo no Teatro 4 de Setembro. Esse início foi importante porque me deu a oportunidade de chegar até o palco do (Teatro) 4 de Setembro, por isso eu considero que O Auto do Lampião do Além meu ponto de partida.

Qual o momento mais marcante da sua carreira?


Houve grandes momentos marcantes. Eu considero – e a crítica, os amigos de teatro consideram – a montagem de ‘Raimunda Pinto, Sim Senhor’ como o ápice do meu trabalho. Nós estreamos esse espetáculo em 1992 e passamos 18 anos em cartaz. Então, praticamente toda a década de 90 essa peça de manteve em cartaz, viajando, participando de festivais. Nós consideramos ‘Raimunda Pinto’ como um divisor de águas no teatro piauiense. Então essa peça é importante não só na minha carreira, mas para toda a história do teatro piauiense: a produção, o fazer teatral, toda uma estética criativa, comprovando que o Piauí pode fazer sucesso com uma peça daqui, com atores daqui.

Você atua, produz e também já ocupou cargos mais administrativos, presidente do sindicato dos artistas e diretor do teatro 4 de setembro. Pode-se dizer que sua maior afinidade é mesmo com o palco?

Certamente. Já fiz várias coisas, mas sem dúvida minha grande vocação é o palco. Tudo que eu me proponho a fazer, procuro fazer com o máximo de responsabilidade. Mas sou ator, essa é minha vocação e percebi isso desde muito jovem.

Raimunda Pinto, Sim Senhor foi a peça piauiense de maior sucesso, inclusive nacionalmente, ganhando vários prêmios. Conta pra gente como foi o processo de montagem da peça e, se existiu, o momento mais emocionante desses anos todos de apresentação.

Pellé como 'Raimunda Pinto', seu personagem de maior destaque.

Pellé como 'Raimunda Pinto', seu personagem de maior

 destaque.

Tivemos o primeiro contato com a ‘Raimunda Pinto’ ainda em 1985. A gente já tinha montado uma dramaturgia do Francisco Pereira da Silva, que é o autor do ‘Raimunda’. É um autor piauiense, que nasceu em Campo Maior e morreu no Rio de Janeiro. Então, o Tarcísio Prado fez uma ‘semana’ pra comemorar e dar visibilidade a esse autor ainda desconhecido no Piauí, no Brasil e no mundo. Dois diretores ficaram encarregados de pesquisar a teatralogia, composta de quatro textos: o primeiro texto, Raimunda Jovita na Colheita da Vida, foi entregue ao José da Providência pra dirigir; o segundo texto é Os Dois amores de Lampião antes de Maria Bonita só Agora Revelados ou O Trágico Destino de Mãe Raimunda, que foi entregue ao Arimatan (Martins); teve ainda a terceira peça, Raimunda Pinto, Sim Senhor, que não foi montada na época; e a quarta peça, Ramanda e Rudá. A partir da peça ‘Os dois amores’ foi criado o Grupo Harém de Teatro. Nós ficamos estudando as peças, muito interessados e apaixonados pela obra do Francisco Pereira. Então, em 1985 viajamos com esta peça, ganhamos prêmios, montamos outros espetáculos, como O Cavalinho Azul, da Maria Clara Machado. Só em 1990 a gente começa os estudos da montagem da terceira peça, a ‘Raimunda Pinto’. Ficamos praticamente dois anos na montagem, pensando em vários aspectos dela: só com mulheres, com elenco misto... foram várias tentativas. Até que o grupo original que formou o Harém começou a se esfacelar e ficar só um núcleo criador do grupo. Então, nós fomos buscar outros atores, mais jovens, em teatros de escolas e de bairros, para compor o elenco do ‘Raimunda Pinto’. Tivemos uma grande dificuldade com o elenco feminino. Na época, final dos anos 80, a permanência de atrizes no Piauí era muito pouca, então nós ficamos com um elenco praticamente todo masculino. Um dia, a direção teve a concepção de trabalhar esse universo da ‘Raimunda Pinto’, sobre uma mulher feia, pobre, negra, com lábio leporino, e que tinha o grande sonho de fazer plástica no lábio e ser enfermeira. Enfoca a exploração da mulher pelo homem, a exploração dela sair do subúrbio de Fortaleza, do Nordeste e se tornar uma pessoa famosa apesar de toda adversidade. Resolveu-se que os homens iriam fazer esses papéis femininos para extirpar, sentir na pele esse preconceito que a mulher sofre, mas com uma característica: nenhum dos atores iria fazer papéis ‘afeminados’. Quem foi ao teatro viu alguns atores de barba, peludos, fazendo papéis femininos. Esse foi o grande barato. A outra concepção era montar um texto tão complexo de uma maneira simples, sem usar subterfúgios do teatro, a cenografia, um grande figurino. O objetivo era contar essa história com oito tamboretes e oito atores. Foi a primeira produção custo zero no Piauí, não se gastou dinheiro praticamente pra fazer a peça. Conseguimos os tamboretes, conseguimos os figurinos emprestados com um amigo e fizemos a peça.

Fale sobre seu último projeto, o Festival Lusófono. Como surgiu a idéia? Os resultados têm correspondido às suas expectativas?

A idéia do Festival surgiu na época em que estava em Portugal. Morei dois anos em Lisboa e lá tive a grande oportunidade de conhecer várias pessoas de nacionalidades dos países de língua portuguesa. Não só portugueses, mas principalmente de países africanos, Cabo Verde, Moçambique... esses contatos foram muito ricos e abriu uma nova visão para novos projetos. O Festival Lusófono nasceu desses contatos e dessa vontade de fazer algo maior, diferente e rico que pudesse integrar essas várias culturas. O festival, com todas as suas características integradoras, é único no mundo. Já estamos na quarta edição e com resultados muito positivos de público e crítica.

O que você acha do cenário cultural piauiense?


Quanto à criatividade e talento do artista piauiense, isso realmente é de grande valor. O produto cultural do Piauí tem uma qualidade excelente, uma qualidade de nível internacional, o teatro, a dança, a música, as artes plásticas, o cinema. O que precisa são políticas públicas de financiamento, pra que a gente possa dar mais visibilidade e a população possa ter acesso. Esse é o nosso grande problema. O que temos são grupos que construíram essa visibilidade isolados e outros que estão fazendo bons trabalhos possam ter a oportunidade de mostrar o seu produto. Esse é o desnível da produção cultural no Piauí.

Imagine que um jovem ator piauiense venha te pedir conselhos. O que você diria a ele?


Aliás, isso acontece muito. Eu digo que as pessoas têm que correr atrás do seu sonho. Eu aconselho estudar. Hoje eu não tenho formação acadêmica, a minha formação é de grupo, é empírica. Claro que existe o honoris saber, eu tive a oportunidade de me especializar na Universidade de Coimbra, mas eu não estudei teatro, eu estudei administração, sou formado em Administração. Mas nós já temos uma escola de teatro aqui no Piauí que, bem ou mal, é uma conquista do movimento. Nós já temos um esboço de que na Universidade Federal e na Universidade Estadual pode haver um curso de Artes Cênicas, é o que falta também. Mas eu aconselho que mesmo se não tiver, estudar, porque realmente o teatro é comunicação e fazer, fazer e fazer.

Existe algum desafio ou sonho a ser alcançado?


A gente tá sonhando sempre. Na realidade, meu grande sonho é ver aquelas políticas públicas que falamos ser implementadas, é ver a cultura do Piauí tendo valor, de ver o público piauiense ter acesso a esse meio cultural. Isso é um sonho, de não precisar chegar com pires na mão na porta de um empresário e pegar um não, na porta do governo e pegar um não, não precisar pegar chá de cadeira para apresentar seu projeto. Acho que é um sonho que há possibilidade de realizar. Se não, a gente pelo menos tentou.

 

Curtas


Nome: Francisco Pellé
Idade: 47 anos
Hobby: cozinhar
Livro: O Teatro Completo de Nelson Rodrigues
Frase: “Teatro é luz, é paz, é brilho intenso, é amor” (Prof. José Gomes Campos)

Danuse Santiago

05.09.2011

 


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Comentários

Enviado por Sandra Andrade em 05/09/2011 as 11:05:58
Que linda essa homenagem a este ator maravilhoso, cômico, simples, tive a oportunidade de trabalhar com ele no \"auto do lampião\\\" ele é muito engraçado, divertido e alto astral ele eleva nosso espirito em forma de alegria e entusiamo, ele tem em suas veias o sangue do ator que realmente vivencia o personagem, ria muito quando o via interpretando o cão gasolina, ele é criativo e pespicaz, parabéns pelézinho vc é um orgulho pra essa classe de atores de teresina, vc é um exemplo de força e coragem e esperança pra quem quer iniciar essa carreira tão dificil e ainda não muito reconhecida pelo piauí.um forte abraço.sou sua fã.kkkkk
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