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Imprensa / Vida Legal
05 de Março de 2015 - Vida Legal

Malhar o corpo fortalece o coração e a mente

A prática regular de exercícios físicos traz inúmeros benefícios, mas é importante respeitar os seus próprios limites. Muitas pessoas se espelham em personalidades das redes sociais, o que é extremamente perigoso.


Malhar é bom não só para os músculos. Faz bem também para a alma. Segundo Antônio Arruda, professor de Educação Física e mestre em Bioquímica, de Recife, a prática regular de exercícios físicos traz inúmeros benefícios. O especialista destaca a melhora da qualidade do sono.

Estudo feito com obesos e sedentários, diz ele, mostrou que depois que começaram a malhar – quatro vezes por semana – tiveram mudanças significativas na qualidade do sono. “Ao final dos 3 meses de treino houve uma melhora significativa dessa qualidade do sono dos participantes, o que leva a acreditar numa inserção da musculação para que exista um sono mais reparador. Pegando esse exemplo, poderíamos sugerir que alguém que dorme melhor tende a ter mais tranquilidade em casa, além de mais energia no trabalho e nas atividades de lazer em família”, afirmou Arruda.

Para Paulo Gentil, educador físico e autor de livros sobre emagrecimento,  ”a prática de exercícios nos ensina muito a lidar com limites, a conhecer nossos pontos fortes e fracos,  o que eleva nossa segurança e autoestima”. “Tudo isso reflete na maneira como você se relaciona e se posiciona”, assegura o professor da Universidade de Brasília (UNB).

A realização de atividade física, contudo, alertam os especialistas, deve ser feita com equilíbrio. Segundo eles, muitas pessoas têm adotado práticas perigosas e absurdas, baseadas em padrões falsos, que podem levar a doenças como anorexia e vigorexia.

O professor Paulo Gentil adverte que muitas pessoas se espelham em personalidades das redes sociais, o que é extremamente perigoso. “A ilusão da forma idealizada acaba sendo vinculada a um discurso hipócrita de disciplina e estilo de vida”, diz.

Segundo ele,  os seguidores de beldades das redes sociais se espelham em um padrão irreal  e acabam tentando adotar exercícios e dietas que não funcionam. “E o pior. No desespero para superarem seu “fracasso” elas acabarão recorrendo a práticas perigosas. A coisa vira uma bola de neve, pois ao mesmo tempo que esses atalhos trazem resultados rápido e fáceis, ele criam parâmetros cada vez mais absurdos. A satisfação acaba sendo inalcançável e se cria um discurso de eterna insatisfação, de constante busca pela “perfeição”.Isso infelizmente está levando muita gente a transtornos dismórficos, como anorexia e a vigorexia”, comenta.

Paulo Gentil e Antônio Arruda falam sobre a importância dos exercícios físicos para fortalecer também corações e mentes.

 

1) Cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos regularmente também não traz benefícios para a autoestima e para a psique?

Antônio Arruda:

Sim. Cuidar desses dois aspectos seriam duas partes de um conjunto chamado pentáculo do bem-estar. Trata-se de um modelo proposto por Markus Vinícius Nahas e pode ser resumido nos seguidos componentes a serem considerados para avaliar se o indivíduo detém um perfil de bem-estar: características nutricionais, nível de stress, atividade física habitual, relacionamentos e comportamento preventivo. Este modelo fundamenta-se numa visão totalitária (holística) de saúde e de qualidade de vida, incorporando as ideias e sugestões de diversos autores.

Paulo Gentil:

Sem dúvidas. Existem diversas evidências científicas e também recebemos milhares de relatos nesse sentido. Para dar um exemplo mais técnico, há revisões científicas mostrando que a prática de exercícios torna a pessoa mais resiliente. Segundo alguns autores, isso ocorre porque o exercício gera uma resposta sistêmica ao estresse, fazendo o organismo se tornar mais adaptado de uma forma geral, ou seja, funciona como uma “vacina” para outros tipos de estresse.

 


2) É verdade que a pessoa que malha e se cuida tende a se relacionar melhor no trabalho e até em casa?

Antônio Arruda:

O treinamento e cuidado com o corpo tende a refletir melhoras nas relações interpessoais, especialmente com aquelas pessoas que convivemos no dia-a-dia (casa e trabalho). Uma das grandes melhoras que podemos ter é a qualidade do sono. Num estudo publicado em 2011 com uma população de obesos e sedentários que começaram a treinar 4 vezes por semana, durante 3 meses, todos os participantes eram acometidos pela apnéia do sono, transtorno que atrapalha a respiração da pessoa durante a fase chamada de REM (Rapid Eyes Motion), que é o “sono profundo”, e gera o maior potencial regenerativo de uma noite de sono. Portanto, atrapalhar esta fase do sono significa atrapalhar o descanso do corpo para o próximo dia de rotina. Ao final dos 3 meses de treino houve uma melhora significativa dessa qualidade do sono dos participantes, o que leva a acreditar numa inserção da musculação para que exista um sono mais reparador. Pegando esse exemplo, poderíamos sugerir que alguém que dorme melhor tende a ter mais tranquilidade em casa, além de mais energia no trabalho e nas atividades de lazer em família.

Paulo Gentil:

Sim, existem dados interessantes sobre a utilização de atividade física para melhor produtividade no trabalho, rendimento acadêmico e também como agente de desenvolvimento pessoal. Acho interessante uma frase de um artigo chamado ‘“Give It Everything You Got”: Resilience for Young Males Through Sport’, escrito por um professor de Ciências Sociais, no qual se fala que a prática de exercícios seria interessante “não apenas para resiliência, saúde e bem-estar individual mas também potencialmente para a saúde, bem-estar e resiliência da comunidade”. A prática de exercícios nos ensina muito a lidar com limites, a conhecer nossos pontos fortes e fracos, isso eleva nossa segurança e autoestima, refletindo-se na maneira como você se relaciona e se posiciona.

 


3) É verdade ou mito que uma vida saudável na terceira idade é consequência de uma boa dieta e prática regular de exercício físico nas fases anteriores da vida?

Antônio Arruda:

Mito! As pessoas podem começar a adotar um estilo de vida mais ativo e saudável a partir de qualquer idade. Porém, o que podemos falar sobre o início mais precoce dessa adoção seria uma diminuição de fatores de risco e uma possível maior longevidade proveniente dessas práticas. Existem algumas publicações atuais que relacionam a quantidade de massa muscular com maior longevidade, além de sabermos que pessoas com maiores níveis de aptidão física tendem a possuir uma melhor qualidade de vida. Outro ponto interessante é um trabalho que comparou mulheres idosas e jovens que estavam iniciando a prática da musculação. As idosas tinham em média 65 anos e obtiveram aumentos de força tão significativos quanto as jovens, mostrando que mesmo a idade não seria um limitador para melhorar a força e composição corporal.

Paulo Gentil:

Eu diria que tem um pouco dos dois. Uma pessoa que acumulou menos gordura, mais massa muscular e óssea ao longo de sua vida, por exemplo, certamente sofrerá menos com as alterações decorrentes do avanço da idade e terá menor incidência de diabetes, osteoporose, sarcopenia, hipertensão, dentre outros. No entanto, nunca é tarde para começar! Existem muitos casos de pessoas que iniciam a atividade física na idade avançada e obtém ótimos resultados. Isso começou a ser divulgado com estudos da década de 1990 feitos em nonagenários que ganharam força e massa muscular após iniciarem a prática de musculação. Ao que parece, a capacidade de adaptação é amplamente preservada na terceira idade, de modo que a maioria das perdas seriam mais frutos da falta de uso do que da idade propriamente dita. Um exemplo disso é um estudo canadense que colocou um grupo de idosos (60 a 71 anos) para fazer musculação e verificou que após o período eles atingiam os mesmo valores de força e massa muscular que pessoas jovens (18 a 31 anos) em 22 semanas de treino. Ou seja, um diferença de 30 a 40 anos foi corrigida em menos de 6 meses! Isso é quase uma fonte da juventude, rs.

 


4) Pessoas que sentem desânimo e um certo ceticismo em relação às práticas que levam a uma vida saudável podem sair desse ciclo vicioso? De que forma?

Antônio Arruda:

Infelizmente muitas pessoas que insistem nesse “ciclo vicioso” de duvidar dos exercícios e alimentação saudável saem dessa condição devido a problemas de saúde. Isto acontece bastante com pessoas que se acometem de doenças metabólicas (diabetes e hipertensão, por exemplo) pois as organizações médicas que tratam essas desordens geralmente começam suas terapias com modificação do estilo de vida, para só depois começar a terapia medicamentosa. Pode não ser a melhor forma, porém é a mais frequente entre as pessoas que não tem o exercício e os bons hábitos alimentares como prerrogativa.

Paulo Gentil:

Uma das formas que temos encontrado para ajudar nesse processo é dar informações que facilitem suas escolhas. É importante que ela entenda as consequências de suas escolhas para pesar os benefícios e custos de cada uma. O ceticismo e desânimo normalmente vêm de decepções com as práticas ou mesmo com as informações que encontram. Por isso eu recomendo que procurem um profissional qualificado, já que iniciar modificações alimentares e programas de exercícios por conta própria (ou mesmo com orientação inadequada) poderá trazer diversos problemas de saúde e resultados frustrantes.

 


5) As barreiras psicológicas para começar a se exercitar são, em muitos casos, difíceis de serem quebradas. Geralmente, as pessoas procuram uma zona de conforto. Como quebrar esses obstáculos?

Antônio Arruda:

Como falei na resposta anterior, essas barreiras são em geral quebradas pela necessidade da saúde. Porém,por vezes temos visto pessoas que buscam uma melhora no visual a fim de conseguir uma maior inserção social ou mesmo conquistas amorosas. Essa zona de conforto é geralmente quebrada por algum fator mais “emergencial” como finais de relacionamento ou problemas de saúde. Quando a pessoa começa esse processo, pouco a pouco o que parecia péssimo torna-se familiar, mais fácil, até que começa a encarar isso com naturalidade.  Esta pessoa não sai da sua zona de conforto. Na verdade, ela teve a expansão da sua zona através de um processo que incluiu desconforto, incômodo, aprendizagem,  adaptação e adequação a essa nova realidade.

Paulo Gentil:

Existem várias formas, de acordo com a maioria dos estudos sobre o tema. A falta de tempo é um dos principais motivos alegados para não se praticar atividades físicas. E isso se deve à cultura do “quanto mais, melhor” que leva as pessoas a acreditarem que os resultados só virão se passarem vários horas do dia e vários dias da semana se exercitando. E isso dificilmente se encaixa na rotina, ou mesmo, nas expectativas da maior parte das pessoas. Mas as evidências científicas indicam claramente que é necessário um comprometimento de tempo muito menor do que se imagina e o excesso poderá trazer mais riscos que benefícios. Atualmente estamos falando de poucos minutos semanais, que já trazem diversos benefícios! Um exemplo disso é um estudo do nosso grupo que verificou que a prática de musculação apenas uma vez por semana já foi suficiente para promover ganhos de força e massa muscular!! Outros estratégias importantes são a motivação gerada pelos resultados e a inserção dela no ambiente, estabelecendo vínculos interpessoais.

 


6) No sentido oposto, há quem acaba se viciando em ginástica e alimentação saudável. Algumas pessoas acabam com transtornos psicológicos, o que prova que malhar tem limite. Como estabelecer esses limites e não transformar o culto ao corpo em algo doentio?

Antônio Arruda:

Algumas pessoas podem ter algum acometimento de transtornos psicológicos relacionados a sua autoimagem. Os mais comuns são a anorexia e a vigorexia. A anorexia é um distúrbio alimentar que provoca uma perda de peso acima do que é considerado saudável. Pessoas com anorexia podem ter um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do peso normal. Essas pessoas podem abusar de dietas ou exercícios, ou mesmo usar outros métodos não saudáveis para emagrecer. Já a vigorexia é quase o oposto. Mesmo detendo um físico voluptuoso, a pessoa acredita não o ter. Dessa forma, inicia-se uma prática de exercícios de forma incessante, e muitas vezes incoerentes numa busca pelo corpo perfeito de acordo com os padrões de beleza inalcançáveis.

Paulo Gentil:

Na verdade quando falamos anteriormente dos benefícios psicossociais dos exercícios, estamos falando dele bem controlado e realizado adequadamente. Todas as respostas deveriam ter essa ressalva, pois há muita gente que compromete sua saúde física e mental. Infelizmente tem gente usando o mote da “vida saudável” para se promover e vender produtos e serviços. Essa estratégia de venda comumente é associada a padrões irreais de beleza, com exposição de corpos forjados a base de drogas, intervenções cirúrgicas e retocados com edições de imagens.

A ilusão da forma idealizada acaba sendo vinculada a um discurso hipócrita de disciplina e estilo de vida. Os seguidores se espelham nesse padrão irreal e acabam tentando adotar as práticas vendidas, mas o problema é que elas não funcionam!! No desespero para superarem seu “fracasso” elas acabarão recorrendo a práticas perigosas. A coisa vira uma bola de neve, pois ao mesmo tempo que esses atalhos trazem resultados rápido e fáceis, ele criam parâmetros cada vez mais absurdos. A satisfação acaba sendo inalcançável e se cria um discurso de eterna insatisfação, de constante busca pela “perfeição”.Isso infelizmente está levando muita gente a transtornos dismórficos, como anorexia e a vigorexia.

Bem, minha dica é  fuja de blogueiras(os) fitness e pessoas que usam a idealização de corpos para vender produtos e serviços, pois isso te afasta da realidade e cria uma eterna insatisfação. Crie metas reais, baseadas em seu estado atual e em suas possibilidades.



Fonte: Estadão
Edição: F.C.


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